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Bate-papo com a SG!

Entrevistamos Flora Alves, sócia fundadora da SG Soluções e Gestão Empresarial e representante da empresa nos principais eventos ao redor do mundo. Recém chegada de Dallas, de onde voltou com o título de ASTD Designated Master Trainer, Flora abre sua bagagem e divide com a gente os principais aprendizados que trouxe desse período.

BLOG SG: Nesse primeiro semestre de 2013 a SG Soluções e Gestão Empresarial já marcou presença em diversos eventos, tanto no território nacional como internacional. Na sua opinião, quais foram os mais importantes até agora?

FLORA ALVES: Foram três eventos importantíssimos dos quais fizemos parte até agora. O primeiro foi o Business Design Summit, que aconteceu em Berlim no mês de Abril. A proposta desse encontro foi reunir profissionais que trabalham com ferramentas facilitadoras, que ajudam a deixar os processos de trabalho mais visuais. Depois, tivemos o Master Trainer, que foi um curso de uma semana que nos garantiu a certificação internacional da ASTD, estamos agora na reta final. Logo em seguida tivemos a conferência da ASTD. Esses dois últimos eventos foram realizados em Dallas, nos Estados Unidos.

B: Focando na certificação da ASTD Master Trainer, no que consiste o curso?

F: Nós, que trabalhamos com aprendizagem de adultos, precisamos estar sempre atentos para sermos facilitadores e não instrutores. No livroInformar Não é Treinamento, os autores Harold D. Stolovich e Erica J. Keeps citam o seguinte mantra: “um treinamento de sucesso tem que ser centrado no orientado e baseado no desempenho”. Mas, às vezes, caímos na armadilha de fazer algo desenhado para nós mesmos, e não para os outros. O Master Trainer oferece toda uma estrutura para que a gente não cometa esse erro, pois aprendemos na prática o caminho que devemos seguir para estimular o aprendizado e criar um ambiente propício para isso. Basicamente, um facilitador deve demonstrar 25 competências diferentes no momento do seu treinamento, são detalhes que vão desde o preparo do curso até o seu entusiasmo, gestos e contato visual que você mantém com os seus orientandos. No Brasil a gente já faz isso, mas de uma maneira intuitiva e não baseada numa metodologia. O curso é bem rigoroso, a todo o momento temos quatro, cinco pessoas nos observando e dando feedback. É muito enriquecedor!

B: Para a SG Soluções e Gestão Empresarial, qual a importância de se ter uma certificação como essa?

F: Nós estamos sempre em busca de qualidade e excelência. No momento, estamos desenvolvendo um novo produto com foco na formação de treinadores. Para a SG, uma certificação com uma metodologia tão clara e prática como a oferecida pela ASTD nos permitirá criar uma estrutura de treinamento para treinadores. Eles são os melhores na área, e nós estamos sempre em busca do melhor. Não tinha como escolher outro!

B: Quais foram os pontos altos do Master Trainer?

F: Com certeza a estrutura do programa. É algo de altíssima qualidade! Eles fornecem um mapeamento, um caminho muito claro de como deve ser um treinamento eficaz. É um passo a passo, não tem como errar! Você percebe que converteu aprendizado em ação. Logo depois que cheguei de Dallas tive um treinamento e melhorei muito a minha forma de facilitar o aprendizado. É notável!

B: E quanto às dificuldades? Qual foi seu principal desafio?

F: Ser avaliada em uma língua que não é a minha língua-mãe foi um verdadeiro desafio. Tenho total segurança quanto ao domínio do inglês, mas existem pequenas sutilezas que não estão nem relacionadas à gramática que fazem muita diferença. No final das contas, foi mais um grande insight, pois percebi que a linguagem também é uma ferramenta facilitadora de aprendizagem. No Brasil acabamos trabalhando muito de uma forma não verbal, com expressões faciais e sorrisos, por exemplo. Mas sempre precisamos verbalizar.

B: Que tipo de preparação é preciso ter para conquistar uma certificação tão importante como essa?

F: Embora a ASTD não exija nenhum tipo de pré-requisito, é muito importante que o profissional tenha uma boa experiência em sala de aula. As avaliações são muito rígidas, por isso acho difícil que uma pessoa que nunca trabalhou como facilitador consiga ser aprovado. Infelizmente temos essa falha na nossa educação formal, pois não somos preparados para enfrentar apresentações e até falar em público. A certificação exige um conhecimento profundo em aprendizagem de adultos, com o mínimo de experiência e vivência na área.

B: Após o curso de certificação e antes da Conferência da ASTD você também participou de um workshop, focado em mapeamento de jornadas de liderança. Quais foram os principais aprendizados?

F: O desenvolvimento de uma liderança efetiva tem sido um dos principais desafios das grandes organizações. Nós da SG estamos trabalhando muito em cima disso, desenvolvendo programas customizados, promovendo uma composição de eventos que acontecem antes, durante e depois do treinamento do líder. Assim é possível mensurar o quanto essa liderança progrediu. O grande ganho desse workshop foi poder trocar experiência com profissionais do mundo inteiro que atuam nessa área. Ficamos de olho nas principais tendências e construímos contatos muito importantes, que com certeza vão gerar ótimos frutos para nossos futuros trabalhos.

B: Em relação a ASTD International Conference & Exposition, qual foi o grande destaque do evento?

F: Essa foi a terceira ASTD consecutiva da SG! Na conferência do ano passado ficou no ar um convite a desconstrução. Ou seja, como tecnologia e habilidades humanas se integram para formar um aprendizado perfeito. E nesse ano a desconstrução aconteceu! O que em 2012 foi apresentado como tendência, em 2013 aprendemos efetivamente. A minha participação foi focada nas trilhas de aprendizagem relacionadas a desenvolvimento de liderança, design e facilitação de aprendizagem e tecnologias de aprendizagem. Técnicas de conversação, por exemplo, podem ser utilizadas para a conquista de uma liderança mais eficaz ou ser usada como uma ferramenta facilitadora. Outra palestra muito enriquecedora foi sobre Storytelling. Tivemos insights muito importantes para a implementação da ferramenta com eficácia nas organizações. O networking também foi ótimo, fizemos contatos importantíssimos com profissionais do mundo inteiro!

B: Para finalizar, temos mais coisas boas em vista?

F: Definitivamente a SG não para por aí! Nosso radar está ligado e ficamos sempre de olho no que rola ao redor do mundo. Quando detectamos uma novidade que pode agregar valor ao nosso cliente nós não medimos esforços para buscá-la! A SG está sempre em busca do novo para sempre oferecer resultados de qualidade.